EFETIVIDADE DA CORRENTE GALVÂNICA/ELETROLIFTING NO TRATAMENTO DE ESTRIAS ALBAS NA REGIÃO GLÚTEA

Pollyana Helena Vieira Costa, Fernanda Souza da Silva

Resumo


Introdução: Para o tratamento de estrias albas é necessária uma intervenção mais agressiva. A corrente galvânica estimula a migração de fibroblastos, da angiogênese e do aumento da síntese de proteínas, o que talvez possa ser uma alternativa de tratamento.  Objetivo: Avaliar a eficácia da corrente galvânica/Eletrolifting na melhora da aparência e da sensibilidade de estrias albas localizadas na região glútea de mulheres, além da satisfação quanto ao tratamento. Método: Trata-se de um ensaio clínico quase experimental com uma amostra de seis voluntárias do sexo feminino que apresentavam estrias albas na região glútea. A técnica de aplicação da corrente galvânica/Eletrolifting foi a punturação, com intensidade da corrente contínua de 150 microampères nas duas primeiras aplicações e 100 microampères nas quatro aplicações seguintes, sendo uma aplicação por semana e um total de seis semanas. O tempo de aplicação foi em torno de trinta minutos. Resultados: À avaliação da aparência das estrias, demonstra que 34% apresentou nenhuma mudança ou melhoria mínima e 66% melhora moderada a acentuada. Houve aumento da escala de dor durante a aplicação da corrente (2,67 ± 1,63 e 5,17 ± 2,14). A sensibilidade observada através dos monofilamentos das cores verde ou azul em quatro voluntárias (66,7%), e as cores violeta e vermelho em duas voluntarias (33,33%). 83,3% das voluntárias ficaram satisfeitas ou muito satisfeitas com o tratamento. Conclusão: A corrente galvânica/Eletrolifintg pode apresentar resposta satisfatória no tratamento de estrias albas na região glútea nos quesitos aspecto, sensibilidade tátil e dolorosa e satisfação.


Texto completo:

PDF

Referências


Meyer PF, Oliveira MJ, Gomes OSS. Papel psicossocial do ambulatório de fisioterapia dermatofuncional na saúde da população de baixa renda. Fisioter Mov 2003;16(4):55-61.

Galdino APG, Dias KM, Caixeta A. Análise comparativa do efeito da corrente microgalvânica: estudo de caso no tratamento de estrias. Saúde Cesuc 2010;1:1-10.

Mazetto A, Beltrame MRS. Tratamento de estrias atróficas abdominais pós-gestacionais. Rev Bras Estética 2016;4(1):12-9.

Bitencourt S, Oliveira JR. Tratamento de estrias albas com galvanopuntura: benéfico para a estética, estresse oxidativo e perfil lipídico [dissertação]. Curso de Biologia Celular e Molecular, Faculdade de Biociências, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2007.

Singh G, Kumar LP. Estrias de distensão. Indian J Dermatol Venereol Leprol 2005;71:370-2.

Piérard-Franchumont C, Hermanns JF, Hermanns-Lê T, Piérard GE. Striae distensae in darker skin types: the influence of melanocyte mechanobiology. J Cosmetic Dermatol 2005;4(3):174-8.

Silva RMV, Cruz DRL, Cavalcanti JL, Meyer PF. Levantamento Retrospectivo dos Atendimentos em Estrias do Ambulatório de Fisioterapia Dermato-Funcional da Universidade Potiguar, NATAL- RN. Rev Cien Escol Saúde Up 2012;1(2):39-46.

Cho S, Park ES, Lee DH, Li K, Chung JH. Clinical features and risk factors for striae distensae in Korean adolescents. J European Acad Dermatol Venereol 2006;20(9):1108-13.

Guirro E, Guirro R. Fisioterapia Dermato-Funcional. 3ªed. São Paulo: Manole, 2004.

Silva RSV. Efeitos da carboxiterapia no tratamento de estrias atróficas brancas. Universidade Católica de Goiás; 2009.

Moreira JAR, Giusti HHKD. A fisioterapia dermato-funcional no tratamento de estrias: Revisão de literatura. Rev Cient UNIARARAS 2013;1:22-32.

Oliveira EL. Efeito da microcorrente galvânica invasiva em estrias albas [dissertação]. Estudo Histopatológico. Piracicaba; 2013.

Borges FS. Dermato funcional: Modalidades Terapêuticas nas disfunções Estéticas. 2ªed. São Paulo: Phorte, 2010.

Crocco EI, Mantovani PA, Volpini BMF. Em busca dos tratamentos para Striae Rubra e Striae Alba: o desafio do dermatologista. Surg & Cosmetic Dermatol 2012;4(4):332-7.

Rotsztenjn H, Juchniewicz B, Nadolski M, Wendorff J, Kamer B. The unusually large striae distensae all over the body. Adv Med Sci 2010;55(2):343-5.

Salter AS, Kimball AB. Striae gravidarum. Clin Dermatol 2006;24(2):97-100.

Elsaie ML, Baumann LS,Elsaaieel T. Striaedistensae (stretch marks) and different modalities of therapy: an update. Dermatol Surg 2009;35(4):563-73.

Malekzad F,ShakoeiS, Ayatollhai A, Hejazi S. The safety and efficacy of the 1540nm nom ablative XD probe of star lux 500 device in the treatment of striaalba: before-after study. J lasers Med Sci 2014;5(4):194-8.

Al-Himdani S, Ud-dim S,Gilmore S, Bayat A. Striae distansae: a comprehensive review and evidence-based evaluation of prophylaxis and treatment. Br J Dermatol 2013;170(3):527-47.

Milani GB, João SMA, Farah EA. Fundamentos da fisioterapia dertomato-funcional: revisão de literatura. Rev Fisioter Pesq 2006;13:37- 43.

Bravim ARM, Kimura EM. O uso da eletroacupuntura nas estrias atróficas: uma revisão bibliográfica [monografia]. Curso de Acupuntura: Unisaúde: Brasília; 2007.

White PAS. Efeitos da galvanopuntura no tratamento das estrias atróficas. Fisioter Bras 2008;9(1):53-8.

Galdino APG, Dias KM, Caixeta A. Análise Comparativa do Efeito da Corrente Microgalvânica: Estudo de Caso no Tratamento de Estrias Atróficas. Rev Eletrônica Saúde CESUC 2010;(01).

Ventura DBS, SimõesNDP. O uso da Corrente Galvânica Filtrada em Estrias Atróficas. Rev Fisioter Bras 2016;7-9.

Mondo PKS, Rosas RF. Efeitos da corrente galvânica no tratamento das estrias atróficas. Trabalho de conclusão de curso do Curso de Graduação em Fisioterapia da UNISUL. 2004:6p.

Guirro EC. Manual de operação STRIAT. 2006:28p.

Meyer FP, Moraws FWC, Lima DAF, Ronzio O, Carvalho FGM. Aplicação da galvonoterapia em uma máquina de tatuar para tratamento de estrias. Rev Fisioter Bras 2009;10(3):176-9.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS MÉDICAS

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

INDEXAÇÕES 

    

 

ISSN 2526-3951