CONHECIMENTOS DE ADOLESCENTES SOBRE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Isabella Romão Furtado de Souza, Guilherme Gomide Cabral, Larissa Martins Silva, Bruno Alves Costa, Isabella Cristina Tristão Pinto, Francisco José Ferreira da Silveira

Resumo


INTRODUÇÃO: A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 500 milhões de pessoas contraem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável por ano. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estima que metade desses casos sejam em adolescentes, população vulnerável, devido a tendência à iniciação sexual precoce e ao conhecimento insuficiente sobre saúde sexual. OBJETIVOS: Investigar os conhecimentos de adolescentes sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis. MÉTODOS: Estudo observacional, transversal, aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa, com 265 alunos de uma escola pública de Minas Gerais. Foi utilizado um questionário anônimo e autoaplicável, com análise descritiva das variáveis categóricas. RESULTADOS: Dos participantes, 25,27% tiveram iniciação sexual. Isso ocorreu com maior frequência no sexo feminino (30,53%), em relação ao masculino (19,18%). A primeira relação foi mais frequente com 16 anos de idade (41,67%). Considerando os conhecimentos sobre ISTs, cerca de metade dos participantes afirmou conhecer alguma doença (46,42%). As participantes do sexo feminino demonstraram mais conhecimentos sobre algumas formas de prevenção, se comparado aos do sexo masculino, com significância estatística em: utilização de seringas descartáveis (p = 0,0002) e diminuição dos parceiros (p = 0,031). CONCLUSÃO: Os adolescentes avaliados possuem conhecimentos insatisfatórios sobre as ISTs e sua maior fonte de informações sobre o assunto é a televisão. Conclui-se que é necessária maior atuação dos profissionais de saúde e das escolas para promover um ambiente de diálogo nas escolas e nas unidades de saúde, no qual o adolescente sinta liberdade de compartilhar suas experiências e suas dúvidas sobre sexualidade.


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Referências


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