PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MULHER ATENDIDA EM AMBULATÓRIO GINECOLÓGICO UNIVERSITÁRIO

Mariana Martins Grassi Sedlmaier, Felipe Cambraia Pereira de Barros, Claudia Teixeira da Costa Lodi

Resumo


INTRODUÇÃO: O atendimento ginecológico ambulatorial ganhou força nos últimos anos e identificar a prevalência das enfermidades e vulnerabilidades da saúde da mulher auxilia no delineamento de políticas públicas e nas melhorias dos serviços médicos prestados. OBJETIVO: Estabelecer um perfil epidemiológico e clínico das mulheres atendidas em um ambulatório universitário de ginecologia, em Belo Horizonte, Minas Gerais. MÉTODOS: Pesquisa retrospectiva transversal através da análise de prontuários do atendimento ginecológico no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2018. RESULTADOS: Incluídas 306 mulheres, com idade média de 45 anos, sendo 38,6% com 50 anos ou mais. Muitas mulheres negaram queixas ginecológicas (34,3%). Dor abdominal e/ou pélvica (13,1%) foram as queixas mais encontradas. Os diagnósticos mais comuns foram climatério (17%) e miomas uterinos (16,7%). Sinais e sintomas mais frequentes foram dor pélvica (42,8%) e dispareunia (17,9%). História familiar de câncer de mama foi relatado por 37,6%. Cento e quatro (33,9%) mulheres fizeram mamografia e 9,6% das mamografias apresentaram alterações. O exame citopatológico foi realizado em 222 (72,5%) mulheres, e destas 3,6% apresentaram alterações. No exame físico, 33,5% apresentaram alterações nos genitais, 7,5% na mama e 10,9% no abdome. Alterações na ultrassonografia foram observadas em 82,8% dos exames. CONCLUSÃO: A amostra analisada apresenta um perfil semelhante aos descritos em estudos anteriores. A identificação de fatores de risco e de comorbidades relacionadas à saúde da mulher é importante para amparar o delineamento de políticas públicas e as melhorais nos serviços médicos prestados para essa população.

Palavras-chave: Saúde da mulher. Ginecologia. Prevalência. Epidemiologia.

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