MARCOS MOTORES E SOCIAIS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE

Bruna Bueno Ramos, Alessandra Bombarda Müller

Resumo


INTRODUÇÃO: A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença completa ou parcial de três cópias do cromossomo 21, o que acarreta atraso no desenvolvimento global, na comparação com indivíduos típicos. A fisioterapia, por meio da estimulação precoce, pode identificar alterações no desenvolvimento desses indivíduos, buscando a sua funcionalidade e possibilitando a diminuição do atraso no seu desenvolvimento. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down participantes de um grupo de estimulação precoce. MÉTODO: Estudo observacional, transversal, onde foram avaliadas 13 crianças com Síndrome de Down, entre 0 e três anos. RESULTADOS: Para a avaliação do desenvolvimento, foi utilizado o Instrumento de Vigilância do Desenvolvimento, que identificou a impressão de alerta para o desenvolvimento como orientação para tomada de decisão. Seis crianças (46,2%) foram classificadas como alerta para o desenvolvimento, cinco (38,5%) como provável atraso no desenvolvimento e duas (15,4%) como desenvolvimento adequado. Na avaliação dos marcos sociais, foi encontrada diferença significativa (p≤0,05) nos itens mandar beijo e bater palma, indicando atraso destas crianças, comparando-as à amostra normativa do instrumento. CONCLUSÃO: Conclui-se que a estimulação precoce contribui para a aquisição das habilidades motoras e de socialização da criança com Síndrome de Down, minimizando o impacto negativo do atraso motor por meio da estimulação constante.

 

Palavras-chave: Síndrome de Down; Fisioterapia; Desenvolvimento Infantil; Estimulação Precoce.


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