PREVALÊNCIA DE LESÕES DE PELE E SUBCUTÂNEO EM SERVIÇO DE CIRURGIA AMBULATORIAL

Mariana Torres Alcantara, Renata Silva Noronha Braga, Mariana Laranjo Moreira, Daniel Mendes Pinto

Resumo


Introdução: A cirurgia ambulatorial atualmente é responsável por 65-70% de todos os procedimentos cirúrgicos realizados. Entre os procedimentos realizados ambulatorialmente, encontra-se a retirada de lesões de pele, que englobam lesões benignas, pré-malignas e malignas, com alta incidência na população. Objetivo: O objetivo desse artigo é estruturar um perfil epidemiológico das lesões tratadas no ambulatório de cirurgia ambulatorial de uma instituição de ensino superior
privada, assim como classificar as lesões e identificar a prevalência de lesões pré-malignas e malignas. Método: Trata-se de uma análise transversal com dados de resultados anatomopatológicos, obtidos em prontuários, no período de julho de 2017 e julho de 2018. Realizou-se a estatística descritiva e análise de diferença de prevalência entre os sexos. Resultados: 59,2% das lesões ocorreram em mulheres, mas não houve diferença topográfica entre os dois sexos. As lesões mais comuns ocorreram na cabeça, pescoço e membro superior. O diagnóstico histológico mais comum foi de lesões benignas (26,2%), com as lesões malignas ocorrendo em 7% e pré-malignas em 5,1%. Conclusão: Conclui-se que as lesões benignas de pele e subcutâneo representam a maior parte de lesões tratadas no ambulatório, sendo o lipoma o mais incidente. A prevalência de lesões malignas é semelhante à da literatura, com maior prevalência em pacientes idosos e em lesões em cabeça e pescoço.

Palavras-chave: Cirurgia ambulatorial; Nevos e melanomas; Prevalência.


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