AVALIAÇÃO DA DOR EM PACIENTES SUBMETIDAS À HISTEROSCOPIA AMBULATORIAL MEDIANTE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO: TORAGESIC®

Júlia Cipriano Rocha, Fernanda Lustosa Cabral Gomez, Julia de Lima Carvalho, Andrea Alves Morato, Walter Antônio Prata Pace

Resumo


Introdução: A histeroscopia é um método propedêutico considerado padrão-ouro para as patologias intrauterinas. Sua utilização como método ambulatorial tem alguns óbices, como a dor desencadeada pelo procedimento que pode levar a interrupção da avaliação.  Objetivo: Avaliar o impacto da utilização do Toragesic® antes da realização da histeroscopia ambulatorial, em comparação ao uso do Buscopan®, na intensidade da dor percebida pela paciente durante a realização do exame sem anestesia. Método: Ensaio clínico randomizado, controlado e unicego, que incluiu 159 mulheres, encaminhadas para a realização de histeroscopia ambulatorial. Critérios de exclusão: second look, mulheres com 65 anos ou mais, alergia à componentes do Toragesic® ou do Buscopan®, uso de anticoagulantes ou a não finalização do exame. As paciente do grupo controle receberam 20 gotas de Buscopan® antes da realização do exame. Já o grupo experimental recebeu 15 gotas de Toragesic®. Mensurou-se o grau de dor percebido por todas as pacientes 1 e 5 minutos após o procedimento, por meio de uma Escala Visual Analógica e foram realizadas as análises estatísticas. Resultados: No grupo experimental, a média de dor 1 minuto após o exame foi de 4,9 ± 3,3 (p = 0,497), já no grupo controle foi de 4,69 ± 3,1 (p = 0,497). Após 5 minutos, a média de dor no grupo experimental foi de 2,2 ± 2,7 (p = 0,587) e no grupo controle 1,9 ± 2,4 (p = 0,587). Conclusão: Não houve diferença estatisticamente relevante na percepção de dor entre os dois grupos.

Texto completo:

PDF

Referências


Pegoraro A, Santos ME, Takamori JT, Carvalho WA, Oliveira R, Barbosa CP, et al. Prevalência e intensidade da dor na histeroscopia diagnóstica em mulheres atendidas em uma clínica de infertilidade: análise de 489 casos. einstein (São Paulo). 2020. Acesso em 02/02/2019.

Ahmad, G et al. Pain relief for outpatient hysteroscopy. Cochrane Database of Systematic Reviews 2017, Issue 10. Art. No.: CD007710. DOI: 10.1002/14651858. Acesso em: 15/01/2020.

Toragesic® - trometamol cetorolaco. EMS Sigma Pharma Ltda. Comprimido sublingual – 10 mg Solução oral - 20 mg/mL- Bula completa: Poupa farma.

BUSCOPAN® (butilbrometo de escopolamina) Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda. Drágeas 10mg

HADADIAN, Shiva, and Masoumeh Fallahian. “Assessing the Efficacy of Vaginal Hyoscine Butyl Bromide on Cervical Ripening prior to Intrauterine Procedures: A Double-Blinded Clinical Trial.” International Journal of Reproductive Biomedicine 14.11 (2016): 709–712. Print.

Linda D Bradley, MD. Overview of hysteroscopy. Up to date. 2019. Disponível em < http://www.uptodate.com/online>. Acesso em: 15/01/2020.

Best practice in outpatient hysteroscopy. Green-top Guideline No.59, 2011. Acesso em: 15 jan. 2020.

Pinto, Ana Patrícia et al . Percepção da dor em histeroscopia no consultório. Acta Obstet Ginecol Port, Coimbra , v. 10, n. 4, p. 286-291, dez. 2016. Acesso em 15 jan. 2020.

Mazzon I, Fav12illi A, Grasso M, Horvath S, Bini V, Di Renzo GC, Gerli S. Pain in diagnostic hysteroscopy: a multivariate analysis after a randomized, controlled trial. Fertil Steril. 2014 Nov;102(5):1398-1403. Acesso em: 13 jan. 2020.

Zayed SM, Elsetohy KA, Zayed M, Fouda U. Factors affecting pain experienced during office hysteroscopy. Middle East Fertility Society Journal; Volume 20, Issue 3, September 2015; 154-158. Acesso em: 18 jan. 2020.

De Freitas Fonseca M, Sessa FV, Resende JA Jr, Guerra CG, Andrade CM Jr, Crispi CP. Identifying predictors of unacceptable pain at office hysteroscopy. J Minim Invasive Gynecol. 2014 Jul-Aug;21(4):586-591. Acesso em: 15 jan. 2020.

De Carvalho Schettini JA, Ramos de Amorim MM, Ribeiro Costa AA, Albuquerque Neto LC. Pain evaluation in outpatients undergoing diagnostic anesthesia-free hysteroscopy in a teaching hospital: a cohort study. J Minim Invasive Gynecol. 2007 Nov-Dec;14(6):729-735. Acesso em 15 jan. 2020.

Zullo F, Pellicano M, Stigliano CM, Di Carlo C, Fabrizio A, Nappi C. Topical anesthesia for office hysteroscopy. A prospective, randomized study comparing two modalities. J Reprod Med. 1999 Oct;44(10):865-869. Acesso em: 02 de fev. 2020.

Wong AY, Wong K, Tang LC. Stepwise pain score analysis of the effect of local lignocaine on outpatient hysteroscopy: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Fertil Steril. 2000 Jun;73(6):1234-1237. Acesso em: 15 jan. 2020.

Pierandrea de Laco, M.D. et al. Acceptability and pain of outpatient hysteroscopy. Department of Obstetrics and Gynecology, S. Orsola Hospital, University of Bologna, Bologna, Italy, 2006. Acesso em: 15 jan. 2020.

Teran alonso MJ, De Santiago J, Usandizaga R, Zapardiel et al. Evaluation of pain in office hysteroscopy with prior analgesic medication: a prospective randomized study. European Journal of Obstetrics and Gynecology and Reproductive Biology 2014; (178): 123-127.

Vasconcelos, B. O cegamento na pesquisa científica. Rev. cir. traumatol. buco-maxilo-fac. vol.16 no.1 Camaragibe Jan./Mar. 2016. Acesso em: 15 jan. 2020.

Odgaard‐Jensen J, et al. Randomisation to protect against selection bias in healthcare trials. Cochrane Database of Systematic Reviews 2011, Issue 4. Art. No.: MR000012. DOI: 10.1002/14651858.MR000012.pub3. Acesso em: 15 jan. 2020.

Rodrigues, Célio et al. Importance of using basic statistics adequately in clinical research. Brazilian Journal of Anesthesiology (English Edition), Volume 67, Issue 6, November–December 2017, Pages 619-625. Acesso em: 15 jan. 2020.

Angioli R, De Cicco Nardone C, Plotti F, et al. Use of music to reduce anxiety during office hysteroscopy: prospective randomized trial. J Minim Invasive Gynecol 2014; 21:454.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS MÉDICAS

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

INDEXAÇÕES 

     

 

 

 

ISSN 2526-3951