CONTRACEPTIVO ORAL E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: AS MULHERES ESTÃO SENDO INFORMADAS SOBRE ISSO NAS CONSULTAS MÉDICAS?

Marta Bhering Pereira de Souza, Luisa Tavares de Azevedo, Luiza Pimenta Lima Santos, Sofia Assis Alvarenga, Ulisses Guimarães Fernandes Filho, Sandra Regina Quintino dos Santos

Resumo


Introdução: O contraceptivo oral está em uso no Brasil há décadas. Embora tenha tido seu desempenho melhorado desde sua primeira versão, ainda não é isento de interações medicamentosas. Objetivo: Avaliar se as mulheres, estudantes de ensino superior em universidades privadas, que fazem uso de contraceptivo oral foram questionadas sobre esse uso nas consultas médicas, e se quando receberam orientação para tomar um medicamento foram informadas sobre a possibilidade de interação medicamentosa de forma compreensível. Além disso, foi objetivado analisar se essas mulheres receberam informações de como proceder diante da possível interação. Método: Foi aplicado um questionário de produção própria online em uma instituição de ensino superior privada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram analisadas as respostas de 152 mulheres, que se encaixavam nos critérios de inclusão. Resultados: As mulheres dentro da amostra pesquisada, em sua maioria, não foram questionadas sobre o uso de contraceptivos orais de forma direta durante as consultas médicas, nem receberam informações sobre a possibilidade de interação medicamentosa com novos medicamentos receitados. Conclusão:  Os resultados da pesquisa indicam que há uma insuficiência na maioria das consultas médicas a respeito de orientações dos profissionais sobre possibilidade de interações medicamentosas. Apesar disso, o público questionado foi muito restrito, sendo então necessária a elaboração de mais pesquisas com diferentes parcelas da população.

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