PREVALÊNCIA DO PÉ DIABÉTICO NA POPULAÇÃO DE ONÇA DE PITANGUI - MINAS GERAIS: ESTUDO TRANSVERSAL

Fernanda Maia Alves, Pollyana Helena Vieira Costa, Guilherme Aron Teixeira Silva, Walace di Flora

Resumo


Introdução: O pé diabético pode ser definido pela ocorrência de algum tipo de infecção, ulceração ou destruição de tecidos moles em pés de pacientes portadores de Diabetes Melitos (DM), associadas a alterações de cunho neurológico e doença arterial periférica (DAP). Essa condição é responsável por alta morbidade, mortalidade e custos, sendo um fator de risco que aumenta em quinze vezes a chance de amputação em membros inferiores. Objetivo: Determinar a prevalência do pé diabético em pacientes do município de Onça de Pitangui, em Minas Gerais. Método: Trata-se de um estudo transversal, com uma amostra representativa composta por 10% do total de diabéticos do Município. Foram utilizados como instrumentos o Mini Exame do Estado Mental, Manual de Exame dos Pés, estesiômetro e o martelo de reflexos. Resultados: Dos 46 indivíduos da amostra, 76,1% eram do sexo feminino e cerca de 93,5% possuíam Diabetes Melitos do tipo 2. Quanto ao diagnóstico, 26% da amostra não possuía alguma alteração em pés. Entretanto, 43,5% possuíam dor neuropática, 34,8% apresentaram polineuropatia diabética (PND) dolorosa e em 28,3% foi observado um risco aumentado de ulceração. Grande parte dos pacientes apresentavam PND assintomática, sendo que 26,1% possuíam a forma leve, 13% a moderada e 2,1% a grave. Conclusão: A prevalência do pé diabético encontrada no estudo foi de 74%, sendo um valor compatível com os dados da literatura regional, refletindo o contexto socioeconômico e ambiental da amostra, bem como os efeitos da exposição aos fatores de risco.

 

Palavras-chave: Pé diabético; Amputação; Diabetes mellitus; Doenças vasculares periféricas; Úlcera.


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