TAXA DE INFECÇÃO BACTERIANA EM APARELHOS TELEFÔNICOS EM CENTRO DE TRATAMENTO INTENSIVO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE

Júlia Coimbra, Laís Andrade, Sandra Regina dos Santos

Resumo


Introdução: Centros de Terapia Intensiva (CTI) destinam-se ao tratamento de pacientes graves, com internações prolongadas, necessitando procedimentos invasivos e terapêutica complexa. Consequentemente, são mais susceptíveis às infecções relacionadas ao ambiente hospitalar. Infecção hospitalar é toda infecção após 72h da admissão. Majoritariamente, devem-se ao controle inadequado do ambiente. A utilização de celulares pelas pessoas que transitam pelo CTI é fator de risco para infecções ao se comportarem como focos de contaminação. Bactérias podem ser levadas de fora para dentro e vice-versa. Objetivo: Identificar os principais grupos bacterianos nos celulares da equipe de profissionais, visitantes e acadêmicos do CTI. Método: Coleta de amostras na superfície dos celulares através de swab de transporte Stuart. Transporte das amostras para o laboratório de microbiologia da faculdade para cultura em meios seletivos, análise de gram e análise no microscópio óptico para determinação do grupo bacteriano. Tabelamento dos dados e análise das variáveis “meio de cultura” e “gram” pelo teste de Mann-Whitney e Exato de Fisher, respectivamente. A primeira apresentada como média ± desvio-padrão e a segunda como frequências absolutas e relativas. Resultados: O maior crescimento foi no grupo dos visitantes. A cepa predominante foi Staphylococcus sp. Conclusão: Conclui-se que houve crescimento bacteriano em 99% dos aparelhos telefônicos analisados. Tal fato merece atenção pois são aparelhos de uso diário e constante e podem possibilitar a disseminação bacteriana. Portanto, é necessária a conscientização sobre a importância do uso regulado dos celulares no CTI e da correta higienização dos mesmos e das mãos.


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