AVALIAÇÃO DO GRAU DE CONHECIMENTO ACERCA DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL NO CLIMATÉRIO EM MULHERES ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO DA FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS

Ana Luísa Rodrigues da Silveira, Ana Carolina Cunha Rocha, Guilherme Francisco Santos Valentim, Ricardo Mello Marinho

Resumo


INTRODUÇÃO: A terapia hormonal (TH) é utilizada no climatério há décadas, mas ainda não há unanimidade na opinião de especialistas e mulheres em relação a riscos e benefícios. A TH é o tratamento de escolha para sintomas climatéricos e sua segurança relaciona-se à indicação correta, monitorização e individualização das medidas. As mulheres têm informações variadas, o que pode facilitar ou dificultar a aderência ao tratamento. OBJETIVO: Avaliar, através de questionário, o conhecimento de mulheres frequentadoras do ambulatório da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais acerca da TH e determinar o interesse pelo uso da terapia. MÉTODO: Estudo transversal, cuja amostra é composta por 98 questionários respondidos por mulheres de 35 a 50 anos, frequentadoras do ambulatório da faculdade, que não faziam uso da TH. RESULTADOS: A idade média das participantes foi de 43,0 anos (± 5,0 anos). Entre elas 73,5% referiram conhecer a existência da TH e houve associação estatística entre ter ouvido falar sobre a TH e idade, bem como associação entre favorabilidade ao uso e escolaridade. Dentre os motivos citados para não usar a terapia destacou-se desconhecimento. Quanto às formas de reposição, a mais identificada foi o comprimido (66,3%), seguido da injeção (29,6%), ao passo que 20,4% das mulheres não souberam identificar alguma forma. Foram notadas diversas lacunas, já que grande parte das mulheres não tinha ideia de tempo de uso, benefícios, complicações e contraindicações. CONCLUSÃO: Identificou-se um conhecimento insuficiente das mulheres em relação à TH. Profissionais de saúde precisam discutir e individualizar a relação risco/benefício.


Texto completo:

PDF

Referências


Mundial de la Salud (OMS). Investigaciones sobre la menopausa en los anos noventa: informe de un grupo cientifico de la OMS Ginebra: OMS; 1996. (OMS, Serie de informes técnicos, nº 866).

Potter B., Schrager S., Dalby J., Torell E., Hampton A. Menopause. Prim. Care. 2018;45:625–641.

Chalouhi, S. Menopause: A complex and controversial journey. Post Reproductive Health, 2017;23(3), 128–131.

Pacello P, Baccaro LF, Pedro AO, et al. Prevalence of hormone therapy, factors associated with its use, and knowledge about menopause: a population-based household survey. Menopause 2018;25:683-690

Pinkerton JV. Hormone Therapy for Postmenopausal Women. N Engl J Med. 2020; 382(5):446-455.

Pardini, D. Terapia de reposição hormonal na menopausa. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 2014; 58(2), 172-181.

Shifren JL, Crandall CJ, Manson JE. Menopausal Hormone Therapy. JAMA. 2019;321(24):2458–2459.

Lobo RA. Hormone-replacement therapy: current thinking.Nat Rev Endocrinol. 2017;13(4):220-231.

Palacios S, Stevenson JC, Schaudig K, Lukasiewicz M, Graziottin A. Hormone therapy for first-line management of menopausal symptoms: Practical recommendations. Womens Health (Lond). 2019;15:1745506519864009.

Fait T. Menopause hormone therapy: latest developments and clinical practice. Drugs Context. 2019;8:212551.

MacGregor EA. Migraine, menopause and hormone replacement therapy. Post Reprod Health 2018; 24(1):11–18

Hipolito Rodrigues, M. A., Maitrot-Mantelet, L., Plu-Bureau, G., Gompel, A. Migraine, hormones and the menopausal transition. Climacteric,2018;21(3), 256–266.

Tao M, Teng Y, Shao H, Wu P, Mills EJ. Knowledge, perceptions and information about hormone therapy (HT) among menopausal women: a systematic review and meta-synthesis. PLoS One. 2011;6(9):e24661.

Coo, H., O’Connor, K. S., Hunter, D.. Women’s knowledge of hormone therapy. Patient Education and Counseling, 2001;45(4), 295–301.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS MÉDICAS

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

INDEXAÇÕES 

     

 

 

 

ISSN 2526-3951