PREVALÊNCIA DO PÓLIPO ENDOMETRIAL À HISTEROSCOPIA EM PACIENTES COM ESPESSAMENTO ENDOMETRIAL AO ULTRASSOM ENDOVAGINAL: UM ESTUDO TRANSVERSAL

Walter Antônio Prata Pace, Paula Baratz Kac, Ângela Gil Patrus Pena, Ana Luiza Loiola Pace, Gabriela Loiola Pace

Resumo


Introdução: Pólipos endometriais são estruturas exofíticas resultantes da hiperplasia da camada basal do endométrio em associação a um hiperestímulo hormonal e que frequentemente, se comportam de maneira assintomática. Entretanto, também podem se manifestar como sangramento uterino anormal, sintoma comum a outras afecções, como lesões pré-malignas ou mesmo neoplasias, sendo necessário o estabelecimento desses diagnósticos diferenciais. Estima-se que sua incidência real seja subestimada, mas os dados da literatura atual giram em torno de 10-30% de prevalência mundial e de cerca de 40% se associado a espessamento endometrial ao ultrassom. Objetivos: Elucidar a prevalência de pólipo endometrial à histeroscopia nas pacientes que apresentaram espessamento endometrial ao ultrassom endovaginal e verificar se os dados são semelhantes aos encontrados na literatura. Método: Estudo transversal retrospectivo realizado a partir de análise de dados de hospital universitário de grande porte que engloba 1887 pacientes submetidas à histeroscopia.  Foram selecionadas aquelas que apresentavam espessamento endometrial ao ultrassom (⩾4mm para pacientes na pós-menopausa e ⩾8mm para pacientes na menacme ou na pós-menopausa que façam uso de terapia de reposição hormonal). A seguir, foi calculada a prevalência de pólipo nas mulheres com espessamento endometrial e foi realizada a análise estatística. Resultados: A prevalência encontrada de pólipo endometrial em mulheres com espessamento endometrial foi de 51,8 % com associação significativa evidenciada pelo Valor-p <0,001 no teste Qui-quadrado. Conclusão: A prevalência encontrada foi maior do que aquela encontrada na literatura.

Palavras-chave: Pólipos; Histeroscopia; Doenças uterinas


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