A PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS E SEUS AGENTES ETIOLÓGICOS DIAGNOSTICADOS POR EXAMES RÁPIDOS EM PÚBLICO INFANTO-JUVENIL DE BELO HORIZONTE

Sarah Isaac Bernardes, Izabella Marçal Macedo, Paula Fernandes Távora

Resumo


Introdução: As infecções respiratórias são geralmente virais, sendo o rinovírus o mais prevalente. Outros agentes são vírus Influenza e Vírus Sincicial Respiratório. De etiologia bacteriana destaca-se a faringoamigdalite por Streptococcus pyogenes, que possui complicações supurativas e pós infecciosas graves. Objetivo: Avaliar a prevalência de infecções respiratórias agudas e seus agentes etiológicos em pacientes pediátricos e hebiátricos em clínica pediátrica situada em Belo Horizonte, que são diagnosticados por testes rápidos. Método: Colheta de swabs na naso e orofaringe de crianças e adolescentes com sintomas sugestivos de infecção respiratória aguda e análise do material por testes rápidos para Streptococcus pyogenes, Influenza A e B, e Vírus Sinciciais Respiratórios. Resultados: 31 crianças com idade média de 3,5 anos. 9 crianças (29%) tiveram seu agente etiológico identificado, sendo Influenza A o mais prevalente. Predomínio do Vírus Sincicial entre 1 a 5 anos, do vírus Influenza A em menores de 1 ano e entre 5 e 10 anos e do Streptococcus entre 5 e 10 anos. Conclusão: O aumento da prevalência do Influenza na faixa pediátrica seria devido a uma falha na cobertura vacinal. A maior porcentagem das etiologias virais justifica a necessidade do uso consciente de antibióticos, para minimizar os efeitos colaterais individuais e a resistência bacteriana. Ademais, os scores clínicos para diferenciação de etiologia estreptocócica e viral não tem valores significativos, sendo o diagnóstico clínico impreciso. Por isso, o emprego de testes rápidos, que possibilitam um diagnóstico preciso, deve ser considerado.

 


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