PREVALÊNCIA DAS DERMATOSES EM AMBULATÓRIO DE INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

Melina Medeiros da Rocha, Larissa Bagno Garcia, Glaucia dos Santos Vianna

Resumo


Introdução: As doenças de pele podem ser intituladas genericamente como “Dermatoses” e elas são muito frequentes, acometendo entre 30% e 70% dos indivíduos. A literatura atual cita desafios para os médicos generalistas, como a limitação do ensino dermatológico nas universidades. Realização de estudos epidemiológicos sobre dermatoses são importantes, pois existem poucos na literatura além de colaborar, através de conhecimento de dados, com uma melhora da assistência médica. Objetivo: Analisar a prevalência das doenças dermatológicas que ocorrem no microambiente de um ambulatório de ensino superior. Método: Trata-se de um estudo transversal, no qual foi realizado levantamento retrospectivo dos Códigos Internacionais de Doenças (CID-10) fornecidos nos atendimentos dermatológicos de um ambulatório de ensino superior entre janeiro e dezembro de 2018. Foram avaliados 1356 prontuários e, após aplicar os critérios de inclusão e exclusão, obtiveram-se 1439 CIDs. Resultados: Os diagnósticos mais prevalentes corresponderam a Ceratose seborreica com 114 (13,4%); Outros transtornos da pigmentação com 111 (13%); Alterações da pele devidas à exposição crônica à radiação não ionizante com 104 (12,2%). Conclusão: Os CIDs mais frequentes, portanto, estavam relacionados a tumores benignos da pele e lesões de foto exposição solar. Visto que, a maioria dessas dermatoses podem fazer diagnóstico diferencial com lesões malignas, conclui-se que os médicos generalistas e a população no geral se mantêm preocupados e conscientizados sobre o câncer de pele. Isso reforça a importância que estudos epidemiológicos e campanhas de conscientização exercem para aprimorar o reconhecimento das lesões e conduzi-las com prudência.

 

Palavras-chave: Dermatopatias; Prevalência; Assistência Ambulatorial; Dermatologia; Educação Superior.


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