ANÁLISE MULTIFATORIAL DO USO DE INSULINA INALÁVEL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA QUALITATIVA

Carolina Tavares de Sousa Vilela, Abner Felipe Tomaz Camillozzi, Ana Luiza Pinto Saraiva, Ana Tereza de Freitas Lanza, André Melo Rocha, Cristiane Rodrigues Corrêa

Resumo


Introdução: O diabetes melittus é uma patologia que configura a principal causa de morbimortalidade nos países desenvolvidos. Decorrente desse quadro, a insulinoterapia surge como alternativa de melhora de prognóstico desses indivíduos. Tendo em vista esse quadro, houve uma evolução dos métodos de administração desse hormônio, e um dos métodos mais inovadores foi o desenvolvimento da insulina inalável. Uma vez que a aplicação da insulina subcutânea requer procedimentos invasivos, a insulina inalável surge como uma alternativa de tecnologia avançada, podendo aumentar a adesão ao tratamento. Objetivo: Revisar os estudos acerca da insulina inalável, focando sua aplicabilidade, benefícios e riscos associados. Método: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados SciELO, PubMed, BIREME, LILACS e Google Scholar (até 2020). Foram selecionados artigos na língua portuguesa e inglesa, dos quais foram analisados os títulos e resumos para posterior leitura na íntegra dos artigos selecionados. Foram utilizados os descritores: “insulina inalável”, “terapia insulínica”, “diabetes”, “farmacocinética” e “farmacodinâmica”. Resultado: A administração da insulina inalável é uma alternativa segura e funcional para pacientes diabéticos. Ela trouxe eficiente controle glicêmico dos pacientes, não apresentando diferença significativa dos casos de hipoglicemia em relação à administração subcutânea. Ademais, os parâmetros farmacológicos tiveram poucas alterações, e, os que foram alterados mostraram vantagens em relação à insulina subcutânea. Conclusão: Apesar dos benefícios demonstrados pela insulina inalável, ainda há algumas divergências científicas sobre efeitos metabólicos do produto, que devem ser mais pesquisadas para que os seus efeitos sejam mais bem elucidados.

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