RELAÇÃO ENTRE OS PARÂMETROS POLISSONOGRÁFICOS E A QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM A SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

Vitoria Chiodi Pereira, Gabriel Chagas Brandao de Morais, Ana Flavia Couret, Patricia de Souza Pinto Pereira, Jose Felippe Pinho da Silva

Resumo


Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono. Cronicamente, a doença resulta em manifestações clínicas como irritabilidade e sonolência diurna excessiva, e ao aumento da predisposição a doenças crônicas, o que pode determinar limitação na qualidade de vida do paciente. Objetivo: Associar os parâmetros polissonográficos com qualidade de vida e a microestrutura do sono NREM na SAOS Método: Estudo observacional transversal, baseado na análise de 36 prontuários, obtidos no Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais (HPM-MG), de indivíduos diagnosticados com SAOS que atenderam aos critérios de inclusão. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 36 indivíduos, sendo 20 homens e 16 mulheres com idade média de 62 anos, IMC de 32,47 (obesidade). O índice de despertares se correlacionou negativamente com a emoção e interações sociais, e as variáveis mais importantes para justificar uma pior fase 1 do sono NREM foram a Eficiência do sono (min); a Latência do sono (min) e o Peso (Kg). O índice de apneia-hipopneia (IAH), por sua vez, explica 22,2% da variação de N2, e a Latência do sono (min) é capaz de explicar 53,8% na variação do sono REM. A fase N3 não apresentou correlação com os parâmetros polissonográficos avaliados. Conclusão: A polissonografia não se constitui um bom instrumento para predizer o impacto da doença na qualidade de vida e mais estudos devem ser realizados para explicar os mecanismos pelos quais a SAOS altera a microestrutura do sono.

 

Palavras-chave: Apneia obstrutiva do sono; Qualidade de vida; Perfil de impacto da doença; Polissonografia.


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