Impacto da escolaridade na transmissão do HIV e da Sífilis

Allana Lopes Pereira, Luana Ribeiro da Silva, Larissa Moni Palma, Marcos de Assis Moura, Lethycia Lopes Pereira, Leticia Coutinho Lopes Moura

Resumo


Introdução: As infecções sexualmente transmissíveis persistem como uma das principais preocupações globais de saúde pública, com aproximadamente 500 milhões de novos casos notificados anualmente em todo o mundo. Objetivo: analisar o impacto da escolaridade na transmissão do HIV e da Sífilis no município de Juiz de Fora – MG, Brasil. Metodologia: Estudo transversal, incluindo 3175 notificações de HIV/AIDS e 806 notificações de Sífilis realizadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2010 e 2017. Foram tabulados os dados referentes à idade, sexo e nível de escolaridade. A análise dos dados foi realizada mediante aplicação do programa Microsoft Excel 2010®, e analisados, por meio do teste Exato de Fisher ou do qui-quadrado de Pearson, com Intervalo de Confiança (IC) de 95% e o valor p associado, com nível de significância p<0,05. Resultados: foi constatado que a educação está significativamente associada aos níveis de conhecimento em saúde, o que explica 59,46% dos casos de HIV e 44,54% dos de sífilis, possuírem apenas o ensino fundamental. Estes dados concordam com a literatura nacional, que mostra padrões de acometimento relacionados com a falta de conhecimento e educação. Conclusão: O presente estudo encontrou maior prevalência de casos de HIV e sífilis em pacientes com baixa escolaridade o que reforça a importância do ambiente escolar sobre a prevenção e a incidência de infecções sexualmente transmissíveis.


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