ANÁLISE SOBRE O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PELOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE BELO HORIZONTE NO COMBATE À COVID-19

Autores

  • Carolina Marques Miranda de Albuquerque Maranhão
  • Clara Gomes Francisco
  • Aírton Martins da Costa Lopes

Palavras-chave:

COVID-19, Equipamento de Proteção Individual, Pandemias

Resumo

Introdução: Em 2020 foi declarada a pandemia de COVID-19. O uso de máscara em locais públicos se tornou obrigatório em diversos países e hospitais, em todo o mundo, adotaram protocolos de segurança rígidos para conter o vírus. No entanto, o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) vem, muitas vezes, sendo negligenciado. Objetivos: Verificar o uso de EPIs pelos profissionais da saúde de Belo Horizonte no combate à COVID-19. Método: Trata-se de um estudo transversal, no qual foi aplicado um questionário online respondido pelos profissionais da saúde que atuaram em contato direto com pacientes contaminados ou com suspeita de COVID-19 (n=51). Resultados: Alguns dos EPIs recomendados pelo Ministério da Saúde não eram fornecidos em todas as instituições. Dentre os equipamentos recomendados pelo Ministério da Saúde, os mais usados foram máscara N95 (88,2%), luvas de procedimento (80,3%) e gorro (66,6%). Os menos utilizados foram máscara cirúrgica (41,1%), face shield (43,1%) e óculos de proteção (54,9%). Dos participantes, 31% informaram não usar nenhum tipo de proteção ocular (óculos ou face shield). Todos os participantes relataram usar algum tipo de proteção respiratória. Apenas, 56,9% dos participantes atestaram que a gerência da instituição cobrava o uso do EPI completo dentro do hospital ou para se aproximar dos pacientes. Somente 2% não utilizava máscara N95 para realizar procedimentos geradores de aerossol. As principais causas para o abandono dos EPIs foram “acho desconfortável” e “não considero necessário”. Conclusão: São necessárias medidas para aumentar a adesão dos profissionais da saúde ao uso dos equipamentos de proteção individual.

Downloads

Publicado

09-11-2023