AUTOMEDICAÇÃO E AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA EM UMA FACULDADE PRIVADA EM BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS

Autores

  • Klaide Lopes de Sena
  • Ana Paula Goulart de Freitas
  • Flávia Guimarães Rodrigues
  • Lamara Laguardia Valente Rocha

Resumo

Introdução: A automedicação consiste no uso de medicamentos para tratar sintomas e doenças autorreferidas na ausência de aconselhamento do profissional de saúde. Apesar de ser uma etapa do autocuidado, pode apresentar repercussões negativas para a saúde dos indivíduos. Os estudantes de medicina, constantemente submetidos a fatores estressores próprios do curso, mostram-se um público vulnerável a essa prática e às suas consequências. Objetivo: Avaliar a prática de automedicação e sua associação com a autopercepção de saúde entre estudantes do curso de medicina. Método: Trata-se de um estudo transversal realizado entre estudantes de medicina de uma Faculdade privada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os participantes foram convidados a fornecer as informações necessárias por meio de um questionário. Resultados: Um total de 312 estudantes foram entrevistados no estudo. Destes, 76,3% eram do sexo feminino, 96,8% eram solteiros e a faixa etária variou de 18 a 46 anos. Cerca de 57,7% dos entrevistados estavam matriculados no ciclo básico do curso. Nos últimos 12 meses, foi constatado que 83% (259) praticaram a automedicação. Além disso, a prevalência de autopercepção negativa de saúde foi de 11,9% (37), porém não houve diferença estatisticamente significativa entre a prática de automedicação e a autopercepção de saúde. Conclusão: A elevada prevalência de automedicação entre estudantes de medicina é um dado relevante que pode ser utilizado para fundamentar possíveis intervenções educativas com esta população.

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Publicado

28-09-2023