FEBRE E DOENÇA FALCIFORME: AVALIAÇÃO CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DE REFERÊNCIA

Autores

  • Julia Queiroz Araujo Faleiros
  • Joana Chaimowicz Lins
  • Fernanda Tormin Tanos Lopes
  • Daniela Caldas Teixeira
  • Tarcísio Silva Borborema

Palavras-chave:

Doença falciforme, Febre, Infecções

Resumo

Introdução: Crianças com Doença Falciforme (DF) estão susceptíveis a inúmeras complicações, dentre elas as infecções, que estão dentre suas principais causas de morte. Por esse motivo, a febre deve ser abordada oportunamente, sendo bem investigada e tratada. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e a evolução clínica e laboratorial de crianças e adolescentes com DF atendidos em um Hospital Terciário de referência, em Minas Gerais. Método: Estudo transversal, realizado através de busca em prontuário, que avaliou 231 pacientes entre 0 e 18 anos, com diagnóstico de DF, atendidos no ano de 2021. Resultados: Dentre os pacientes avaliados, 50,6% eram do sexo masculino, e a média de idade foi de 6,6 anos (Desvio Padrão – DP=5,0). Houve predominância da Anemia Falciforme (HbSS) como diagnóstico de base (75,8%). Os principais sintomas observados foram dor (70,9%), febre (50,2%) e palidez (48,9%). Aproximadamente 51,9% dos pacientes receberam antibiótico após a avaliação médica, com tempo médio de tratamento de 7,16 dias (DP=3,78). O tempo médio de internação foi de 6,26 dias (DP=4,36). Dentre os pacientes internados, 40,6% receberam diagnóstico de infecção. Conclusão: As infecções são o principal motivo de exacerbação da DF, e a febre possivelmente o primeiro sinal de uma infecção potencialmente grave. A diferenciação da etiologia das infecções ainda é um desafio. Entretanto, considerando o risco de uma rápida evolução para sepse ou óbito, diante da suspeita, o início oportuno do antibiótico é essencial.

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Publicado

21-08-2023