AVALIAÇÃO DOS EFEITOS ADVERSOS APÓS IMUNIZAÇÃO PELA VACINA OXFORD-ASTRAZENECA (CHADOX1)

Autores

  • Clara Chagas Barbosa Santos
  • Camila Hostalácio Duarte Coutinho
  • Bruno Almeida Rezende
  • Lucas Ferreira Alves

Palavras-chave:

Vacinação, Infecções por Coronavirus, Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos, Imunização, Vacinação em Massa

Resumo

Introdução: A imunização em massa contra a infecção pelo SARS-Cov-2 é imprescindível para o controle da pandemia em curso. Contudo, permanece indispensável o estudo de efeitos adversos da vacinação na população. Objetivo: Realizar uma avaliação da incidência, duração e fatores associados aos efeitos adversos após vacinação da primeira e da segunda dose da vacina Oxford-AstraZeneca na população acima de 18 anos em Belo Horizonte. Método: Estudo transversal, observacional e retrospectivo desenvolvido no período de outubro de 2021 a maio de 2022, por meio de aplicação de questionário de produção própria via online. Resultados: Foram avaliados 286 participantes com idade média de 36,3 anos. Após a primeira dose, 259 (90,6%) participantes relataram efeitos, sendo apenas 0,7% efeitos severos. Os efeitos mais frequentes foram dor local (75,3%) e dor no corpo (63,3%). Na segunda dose, 211 (73,8%) indivíduos relataram efeitos, sendo os mais frequentes dor local (75,4%) e cefaleia (35,1%), sendo apenas 1% efeitos severos. Evidenciou-se associação entre idade abaixo de 50 anos e ausência de comorbidades com presença de efeitos adversos após as duas doses da vacina. Após a primeira dose, 73,4% dos participantes com efeitos adversos tinham menos de 50 anos e 83,4% não apresentavam comorbidades. Após a segunda dose, 73,9% dos pacientes com efeitos adversos tinham menos de 50 anos e 84,8% não possuíam comorbidades. Conclusão: A pesquisa permitiu compreender a incidência dos efeitos adversos e os fatores associados à incidência desses efeitos, como sexo, presença de comorbidades e infecção prévia pelo Sars-Cov-2.

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Publicado

06-09-2023