Educação alimentar e nutricional no contexto escolar
relato de experiência sobre promoção da autonomia, alimentação saudável e prevenção de transtornos alimentares na adolescência
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18676155Palavras-chave:
Adolescente, Educação Alimentar e Nutricional, Instituições Acadêmicas, Vulnerabilidade SocialResumo
A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas e psicossociais, em que fatores como padrões estéticos, desinformação e vulnerabilidade social influenciam significativamente os hábitos alimentares. Nesse cenário, a promoção da alimentação saudável no ambiente escolar surge como uma estratégia fundamental para o enfrentamento de comportamentos alimentares inadequados e a prevenção de transtornos alimentares. Este artigo relata a experiência de uma ação educativa voltada à promoção da alimentação saudável, realizada ao longo de seis meses com adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio de uma escola estadual em território vulnerável de Belo Horizonte. A intervenção foi conduzida no âmbito de um projeto de extensão universitária e consistiu em uma roda de conversa mediada por graduandos da área da saúde, com apoio de material pedagógico acessível e adaptado à linguagem juvenil. Os temas abordados incluíram grupos, mitos e transtornos alimentares, imagem corporal e a influência das redes sociais. A metodologia adotou uma abordagem dialógica, que valorizou a escuta ativa, a reflexão crítica e os saberes dos participantes, promovendo a desconstrução de mitos, o compartilhamento de vivências e o fortalecimento do vínculo entre facilitadores e estudantes. A ação demonstrou elevado engajamento por parte dos adolescentes, com destaque para o interesse em tópicos relacionados à estética corporal, saúde mental e nutrição. Verificou-se ainda a escassez de espaços institucionais que ofereçam informações científicas, acessíveis e contextualizadas sobre alimentação e saúde. A experiência evidenciou o potencial das ações educativas na escola, especialmente quando pautadas no acolhimento, escuta e respeito às realidades juvenis.
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