Educação para a morte em cuidados paliativos
relato de experiência de um projeto de extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19286626Palavras-chave:
Morte, Cuidados Paliativos, Educação em SaúdeResumo
Introdução: A morte é frequentemente tratada como um tabu social, o que reflete lacunas críticas na formação de profissionais de saúde, que muitas vezes priorizam a cura técnica em detrimento do cuidado humanizado. Essa deficiência formativa gera angústia e estresse nos profissionais, comprometendo a assistência no fim da vida. Objetivo: Apresentar o relato da extensão universitária "Educação para a finitude: diálogos no fim de vida", realizada em parceria com a Comissão de Cuidados Paliativos de um hospital geral em Minas Gerais. A metodologia caracteriza-se como um relato de experiência de natureza descritiva e qualitativa. O percurso metodológico compreendeu etapas sequenciais de fundamentação teórica, produção técnica supervisionada e validação dos recursos junto à equipe hospitalar. Relato da Experiência: O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco meses com a participação de 56 discentes de diversas áreas, como Psicologia, Enfermagem e Direito. A metodologia envolveu a capacitação teórica dos estudantes, a produção supervisionada de cinco materiais psicoeducativos (caderno de reflexões, cartilha baseada no protocolo SPIKES, podcast, vídeo didático e documentário) e a entrega técnica desses recursos à equipe hospitalar. Considerações Finais: A extensão consolidou-se como um espaço pedagógico essencial para a articulação entre teoria e prática, permitindo que acadêmicos e profissionais refletissem sobre suas próprias concepções de finitude. Os materiais produzidos servem como ferramentas de educação permanente, auxiliando a equipe de saúde a transitar do paradigma excludente do curar para uma prática de cuidar inclusiva, empática e centrada na dignidade do paciente.
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