Impacto da palhaçaria no ambiente hospitalar

uma abordagem humanizada no cuidado em saúde

Autores

Palavras-chave:

Relações Comunidade-Instituição, Clown Terapêutico, Educação Médica, Humanização

Resumo

Introdução: A palhaçaria hospitalar é uma prática que utiliza o humor e a arte para promover o bem-estar emocional, ressignificando positivamente o processo de internação. Objetivo: Relatar a experiência de estudantes de medicina em uma disciplina de palhaçaria hospitalar que inclui atividades em um hospital de grande porte na cidade de Belo Horizonte. Relato da Experiência: Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo, do tipo relato de experiência. Durante o primeiro semestre de 2023, um grupo de acadêmicos do segundo período de medicina passou por um processo de treinamento na atividade de palhaçaria para a construção de personagens, de repertório artístico e para o estudo das normas de biossegurança em ambiente hospitalar. Em seguida, foram realizadas uma série de visitas quinzenais a pessoas internadas em um hospital vinculado ao Sistema Único de Saúde. No campo de prática, foram executadas músicas, realizados truques de mágica, brincadeiras, distribuição de presentes e conversas. Vários pacientes demonstraram se sentir mais descontraídos e bem humorados após a visita dos palhaços. Houve participação efetiva de grande parte do público nas interações. Cerca de 240 pessoas foram diretamente beneficiadas pela atividade. Considerações Finais: É possível afirmar que a palhaçaria hospitalar é uma forma de promoção da saúde, entretenimento e redução da tensão emocional por intermédio de práticas lúdicas e do cuidado humanizado. Ademais, as experiências obtidas no projeto contribuíram para uma formação profissional e pessoal mais integral e ética dos futuros médicos.

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Publicado

06-02-2026

Como Citar

1.
Batista JEA, Oliveira MP de, Silva A de O, Castro LCA. Impacto da palhaçaria no ambiente hospitalar: uma abordagem humanizada no cuidado em saúde. REES [Internet]. 6º de fevereiro de 2026 [citado 1º de maio de 2026];4(2):e695. Disponível em: https://revista.fcmmg.br/index.php/REES/article/view/695