PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFESSORES DO CURSO DE MEDICINA DE UMA FACULDADE PARTICULAR DE BELO HORIZONTE
Keywords:
Burnout; Saúde Mental; DocenteAbstract
INTRODUÇÃO: A síndrome de burnout (SB) constitui a fase final de um processo contínuo que se desenvolve a partir do estresse crônico no ambiente de trabalho, manifestando-se em três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Devido às constantes exigências laborais, um elevado número de docentes desenvolve a síndrome no decorrer da carreira. Entretanto, estudos mostram que algumas situações como, por exemplo, a religiosidade, contribuem para sua prevenção. OBJETIVOS: Avaliar a prevalência da SB nos docentes do curso de Medicina de uma faculdade privada, relacionando-a com outras variáveis, incluindo a religiosidade. MÉTODOS: Estudo observacional, transversal, com amostra de 129 docentes. Foram utilizados os instrumentos Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey (MBI-HSS), Escala de Religiosidade de Duke (DUREL) e coleta de dados sociodemográficos. RESULTADOS: Considerando um dos critérios utilizados, 5 docentes (3,88%) foram diagnosticados com SB, sendo todos do sexo masculino. Além disso, os escores da escala de DUREL relativos aos itens RI1 e RI2 foram maiores entre os portadores da síndrome (p=0,020 e p=0,035 respectivamente), indicando menor nível de religiosidade. Entretanto, utilizando outro critério, 45 (34,88%) docentes apresentam SB, sendo 73,33% deles do sexo masculino, não havendo diferença significativa entre os níveis de religiosidade dos grupos com e sem burnout. CONCLUSÃO: Apesar da discrepância de resultados entre as duas análises, percebe-se que, por uma delas, aproximadamente um terço dos docentes participantes apresentaram SB, endossando a hipótese de que o ambiente laboral pode ser um fator comprometedor para a saúde mental desses profissionais.

