AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE DOENÇA RENAL CRÔNICA EM PACIENTES DIABÉTICOS E/OU HIPERTENSOS ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DA FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61910/ricm.v8i1.290

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica, Creatinina, Taxa de Filtração Glomerular

Resumo

Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública mundial, afetando de 8-16% da população mundial e com prevalência em ascensão. O diagnóstico da DRC compreende avaliação da albuminúria, níveis séricos de creatinina e o cálculo da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Dentre os fatores de risco ao desenvolvimento da DRC, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Portanto, avaliar pessoas em risco, que desconhecem sua saúde renal, é vital para melhorar o prognóstico e realizar os encaminhamentos conforme recomendações do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Determinar a prevalência de DRC em indivíduos com hipertensão e/ou DM2. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, observacional e transversal, realizado em um ambulatório de uma faculdade de medicina em Belo Horizonte. Foi avaliada e classificada a função renal de hipertensos e diabéticos, totalizando 97 pacientes. Resultados: Dos participantes, 48% apresentaram TFG G1 (> 90 ml/min/1,73m²), 27% G2 (60-89 ml/min/1,73m²), 13% G3a (45-59 ml/min/1,73m²), 9,3% G3b (30-44 ml/min/1,73m²) e 2,1% G4 (15-29 ml/min/1,73m²). Conclusão: Do total, 52% apresentaram redução na TFG e 2,1% uma queda grave. O estudo está em consonância com pesquisas anteriores que indicam o DM2 e a hipertensão como fatores de risco para a DRC. Embora limitado pelo tamanho da amostra, o estudo destaca a necessidade da avaliação da função renal em pacientes com doenças crônicas. Estudos adicionais podem revelar mais associações entre comorbidades comuns e doenças renais, aprimorando, em última análise, o cuidado ao paciente.

Publicado

29-04-2024