REDUÇÃO DO NÚMERO DE TRANSPLANTES RENAIS REALIZADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM MINAS GERAIS COMO IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19

Autores

  • Flávia Guimarães Rodrigues
  • Beatriz Antunes Pazzini
  • Jordana Coelho Moisés
  • Lucélia Ferreira da Costa

DOI:

https://doi.org/10.61910/ricm.v8i1.297

Palavras-chave:

COVID-19, Transplante Renal, Perfil Epidemiológico

Resumo

Introdução: O transplante de órgãos sólidos, dentre eles o renal, foi impactado pela pandemia da COVID-19, afetando potenciais doadores, candidatos e receptores. Isso refletiu no aumento da morbidade e da mortalidade dos pacientes que o aguardavam. Objetivo: Avaliar comparativamente o número de transplantes renais realizados no período de 2018 a 2022 em um hospital universitário, analisando o impacto da pandemia da COVID-19 nesse cenário. Método: Foi conduzida uma pesquisa epidemiológica transversal a partir de dados do prontuário eletrônico de pacientes submetidos ao transplante renal em um hospital universitário em Minas Gerais, entre janeiro de 2018 e junho de 2022. Resultados: Em 2018, foram realizados 50 transplantes. Destes, 26 no primeiro semestre e 24 no segundo semestre. Em 2019, foram registrados 63 transplantes, sendo 28 no primeiro semestre e 35 no segundo semestre. Já em 2020, ano em que se iniciou a pandemia, totalizou-se 22 transplantes, redução de 65,1% em comparação à 2019, sendo 18 até março de 2020 e, apenas 4 após esta data. Em 2021, o número de transplantes permaneceu em queda, sendo realizados 26, e, em 2022, até o primeiro semestre, foram realizados 24 transplantes, valor semelhante aos anos que precederam a pandemia. Analisando-se o perfil clínico e epidemiológico, a proporção de transplantes de doador falecido acentuou-se e os receptores homens mantiveram a predominância nos transplantes realizados durante a pandemia. Conclusão: O número de transplantes renais realizados apresentou importante declínio nos anos de 2020 e 2021, marcos da pandemia, com início da retomada em 2022.

Publicado

01-10-2024