AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO ANTI HIPERTENSIVO NO AMBULATÓRIO DE CARDIOLOGIA E CLÍNICA MÉDICA DA FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS
DOI:
https://doi.org/10.61910/ricm.v9i1.540Palavras-chave:
Hipertensão, Cooperação e adesão ao tratamento, Tratamento, Sistema Único de SaúdeResumo
Introdução: A hipertensão arterial (HAS) é uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, que lesa órgãos silenciosamente e está associada a complicações cardiovasculares. O controle inadequado da HAS tem como uma de suas causas à baixa adesão ao tratamento proposto, o que gera impacto negativo na saúde dos pacientes e no sistema de saúde, onerando-o com medicamentos e hospitalizações. Objetivos: Avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso anti hipertensivo em pacientes de um ambulatório escola de Cardiologia e Clinica Médica. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal descritivo quantitativo com aplicação do questionário Escala de Adesão Terapêutica de Oito Itens de Morisky, visando classificar os pacientes em boa, moderada e baixa adesão. Aos pacientes pouco aderentes, foi aplicado um segundo questionário para compreender os fatores associados. Resultados: Dos 87 pacientes, 33 (38%) demonstraram boa adesão, 32 (37%) apresentaram adesão moderada e 22 (25%) tiveram baixa adesão. Em relação aos indivíduos pouco aderentes, 77,5% relataram condições socioeconômicas ruins, e 64% conviviam com a hipertensão por mais de 10 anos. Quanto ao tratamento, 36% o acharam complicado, 41% mencionaram efeitos colaterais, e 23% citaram o alto custo. Além disso, 45% consideraram abandonar o tratamento. No que se refere ao serviço de saúde, 68% não acharam as unidades organizadas, 55% não perceberam ações educativas e 64% avaliaram negativamente a relação médico-paciente. Conclusão: O estudo trouxe características do perfil de pacientes hipertensos ambulatório escola bem como propôs medidas que podem melhorar a adesão medicamentosa dos hipertensos.
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