O perfil das pacientes com câncer de endométrio: análise dos sinais clínicos e radiológicos

Autores

  • Luísa de Sousa Mattos Murta Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
  • Beatriz Chiari Messias Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
  • Luíza Filizzola Carabetti Carreiro Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
  • Júlia Ferreira Lopes Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
  • João Oscar de Almeida Falcão Júnior

DOI:

https://doi.org/10.61910/ricm.v8i1.322

Palavras-chave:

Neoplasias do Endométrio, Ultrassonografia, Câncer Endometrial, Hiperplasia Endometrial

Resumo

Introdução: O câncer de endométrio (CE) é a quarta neoplasia mais comum em mulheres. O rastreamento do CE não é preconizado, sendo que sua investigação parte pelo sangramento uterino anormal e tem como exame inicial a ultrassonografia transvaginal, que busca o espessamento endometrial e se é necessário biópsia para confirmar o diagnóstico. A avaliação histológica do tecido endometrial pode ser feita ambulatorialmente, ou por meio de vídeo-histeroscopia. Objetivo: Análise dos sinais clínicos e alterações em exames de imagem que levaram a suspeição e diagnóstico de CE. Método: Estudo transversal, realizado durante 7 meses, por meio da análise de prontuários de pacientes com diagnóstico de câncer de endométrio após vídeo-histeroscopia. Resultados:  Dos 4.129 prontuários examinados, 50 (1,2%) pacientes foram diagnosticadas com CE. Dentre essas, 47 (94%)  tinham mais de 54 anos, 47 (94%) estavam na menopausa e 26 (52%) apresentavam sobrepeso ou obesidade. Quanto à apresentação clínica, 39 (78%) relataram sangramento uterino anormal como a principal queixa. Além disso, os achados ultrassonográficos transvaginais mostraram uma média de 14,85mm de espessamento endometrial, mas é importante ressaltar que 6 (12%) pacientes apresentavam espessura < 4mm, o que para muitas diretrizes não exigiria investigação adicional com anatomopatológico. Conclusão: Os resultados enfatizam o desafio contínuo do diagnóstico do CE. A detecção de CE em mulheres na pós-menopausa com espessamento discretos ressalta a importância de uma avaliação e indicação de ampliação da propedêutica de forma individualizada. Além disso, destaca-se a importância de serem realizados mais estudos acerca do tema.

Publicado

30-09-2024 — Atualizado em 17-10-2024